<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817</id><updated>2011-07-08T10:26:49.740-07:00</updated><title type='text'>O Tribunal Secreto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817.post-5514590259419794245</id><published>2009-09-07T13:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T13:55:06.308-07:00</updated><title type='text'>Regresso... (Zurück)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois bem... Aqui estou eu de novo, a tentar dar um seguimento mais constante a este &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Nunca fui muito bom nestas tarefas, mesmo quando, adolescente, tentei avançar com um &lt;em&gt;Diário&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Estamos já em inícios de Setembro, e estou agora a arranjar força, coragem e determinação para dar corpo à dissertação de Mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a trabalho, ainda "nada de novo na frente ocidental"... Vou trabalhar, por ora, num projecto do Departamento de Geografia da FLUP, como bolseiro de investigação, a meio tempo (por causa do mestrado). Mas para quando, afinal, um trabalho decente e minimamente estável?? Será que me tenho de render à força daquele "buraco negro" chamado &lt;em&gt;Lisboa&lt;/em&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8688983520330106817-5514590259419794245?l=tribunalsecreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/5514590259419794245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/5514590259419794245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/2009/09/pois-bem.html' title='Regresso... (Zurück)'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817.post-925037432661860397</id><published>2008-06-08T05:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T13:54:41.616-07:00</updated><title type='text'>O Intelectual Urbano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Contra todos os "intelectuais urbanos".&lt;br /&gt;Quem são eles, afinal? Nem são Intelectuais (com I maiúsculo), pois esses dedicam-se de corpo e alma às coisas do espírito, e o cérebro é efectivamente o seu instrumento de trabalho; não são puramente Urbanos, pois, como sempre foi apanágio dos mais privilegiados, procuram fugir da verdadeira urbe, onde impera a populaça plebeia e a verdadeira (e cada vez mais escassa) classe média.&lt;br /&gt;Ele assume-se verdadeiramente como o Ser Pensante. Os outros não pensam; quando muito, ruminam ideias!&lt;br /&gt;Muito resumidamente... é aquilo que eu denomino de "Intelectualóide". Aquele que convenientemente pensa à Esquerda, mas desafogadamente vive à Direita. Alguns atribuem-lhes o epíteto de “esquerda-caviar” (atribuido aos militantes e simpatizantes do Bloco de Esquerda); outros chama-lhes “queques rouges”. São sempre muito democratas, excepto quando a maioria dos «não-pensantes» têm ideias contrárias às suas (o que acontece frequentemente, vá-se lá saber porquê).&lt;br /&gt;Qualquer que seja o apelido, é defensor dos fracos e oprimidos, mas nem pensem em construir um bairro social na vizinhança da sua casa! O seu lado “esquerdalho” fá-lo ser anti-americano (sendo, porém, bastante influenciado pela “cultura americana” de cariz liberal e híbrido …) e saudosista do seu passado “revolucionário” de juventude (ou, na ausência deste, de pais e/ou avós), enquanto o seu lado direitista o arrasta para o mundo empresarial… e para as mesas dos melhores restaurantes, para os estofos dos carros da moda e para o último grito dos destinos turísticos de elite.&lt;br /&gt;É aquele que está sempre actualizado quanto aos escaparates da FNAC; aliás, adora folhear revistas ou livros de elevado interesse, enquanto almoça lá. Dá estilo e recomenda-se. Idolatra a literatura e a música sul-americanas, supostamente reflexo da sua veia esquerdista… Tem predilecção por Jazz, o que lhe confere sempre uma certa aura de cosmopolitismo e sofisticação. Eventualmente, também pode gostar da vaga de novos fadistas de acentuada craveira cultural, que mais não são do que sucedâneos de fadistas mais genuínos. As gerações mais novas de “bem-pensantes” também podem ir na onda do fenómeno hip-hop, que é sempre uma coisa bastante representativa da identidade cultural e étnica portuguesa e europeia… (curioso é verificar que aquele que tanto critica os famigerados “poetas de Karaoke” não se chame “Samuel, o Puto”…)&lt;br /&gt;Serralves? Adoram Serralves e a “arte” contemporânea e dizem maravilhas da Casa da Música. Aliás, põem os Sizas, Soutos Mouras, Fernandos Távoras e outros que tais nos píncaros. Nada acima da Escola de Arquitectura do Porto! Nem que para isso se tenham de destruir e descaracterizar cidades inteiras, para Suas Eminências as “reabilitarem”.&lt;br /&gt;Quanto às coisas da gastronomia, e citando o Zé de Portugal, «enjoa feijoada e acha o cozido à portuguesa pura vianda suína. Perde-se, porém com a cozinha étnica. É magnífico em Lisboa petiscar em indonésio, lambuzar-se em vietnamita, intoxicar-se com sushi e defecar em japonês». Adoram, em suma, a denominada “cozinha de fusão”, ou seja, também aqui a miscegenação cultural. E nem pensar em molhar o pão nos molhos ou comer sardinhas à mão! Em casa, os restos são para os pobrezinhos, coitadinhos…&lt;br /&gt;São os Paladinos do Multiculturalismo e da Tolerância, mas a eles metem-lhe espécie tudo quanto possa ser culturalmente característico do seu Povo ou País. Aproveitam todas as oportunidades de comparar a sua miseravelzinha cidade com as grandes e multifacetadas metrópoles europeias e americanas (sim, da mesma América que dizem detestar…) ou manifestar repulsa pela gentalha que vive no interior do seu país.&lt;br /&gt;Por isso são muito viajados, de preferência em países exóticos, porque este rectângulo é muito pobrezinho… Cuba é o destino predilecto: fica sempre bem vangloriar-se de idas a países não conspurcados pelo capitalismo (quando eles são, afinal de contas, produtos desse mesmo sistema). Quando tiram férias «cá dentro», obviamente preferem locais recatados, longe da populaça transpirada e malcheirosa.&lt;br /&gt;Por estas e por outras razões tentam não trabalhar por contra de outrem, que isto de meter férias várias vezes ao ano era uma chatice, se tivessem um patrão. Acreditam solenemente na iniciativa privada e no trabalho por conta própria. Pudera! Muitos deles não querem é efectivamente trabalhar como as pessoas normais, preferindo o papel de gestores ou empresários modernos (quando o assumem, pois ser “patrão” faz ainda eriçar os cabelos da sua personalidade esquerdista). Trabalhar, que o façam os outros, os chamados “colaboradores” (ou seja, aqueles que realmente sabem e querem trabalhar).&lt;br /&gt;Também é aquele que, no conforto e luxo da sua metrópole, gosta de impor aos saloios e provincianos o seu estilo de vida. É fervoroso defensor de reformas que tiram qualidade de vida e futuro às áreas do Interior. Não deixa de defender o encerramento de maternidades, enquanto espera pacientemente que o seu filho nasça numa Maternidade privada ou numa Ordem, com um hospital central não muito longe, porque os azares acontecem…&lt;br /&gt;Nas áreas metropolitanas, cedo se dirigiram para as zonas privilegiadas. Mas não as tradicionais, povoadas de casarões e vivendas de gosto clássico e refinado, típico de “dinheiro antigo”. Não! Isso é coisa de “privilegiados” e fascistas! Esta nova burguesia quer primar pelo bom e moderno gosto urbanístico – Matosinhos Sul e Gaia litoral é que estão a dar! Vivem em caixotes e em penitenciárias hiper-protegidas, mas são caixotes e penitenciárias concebidas pelos arquitectos de renome e com os característicos traços minimalistas e refinados da pós-modernidade!&lt;br /&gt;De igual modo são acérrimos e inquebrantáveis defensores do Património Natural e Cultural… desde que impostos aos outors! Curiosamente, não moram em Parques Naturais nem no interior do país, nem mesmo nos escuros, húmidos, e degradados centros históricos! (porque será?) Pelo contrário: qual senhor medieval (que, de quando em vez, percorria os seus domínios), também eles desejam que os tais saloios e provincianos se sujeitem às suas idas regulares para respirar o ar saudável da serra ou a maresia do mar. E se tiverem de deitar abaixo qualquer edifício ou vestígio histórico para construir a sua moradia, não irão por certo perder o sono…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8688983520330106817-925037432661860397?l=tribunalsecreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/925037432661860397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/925037432661860397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/2008/06/o-intelectual-urbano.html' title='O Intelectual Urbano'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817.post-5863448532945639951</id><published>2008-06-06T11:33:00.001-07:00</published><updated>2009-09-07T13:54:28.652-07:00</updated><title type='text'>Ainda acerca do Colégio Militar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devo alertar, desde já, que os meus comentários não são produto de qualquer recalcamento ou sentimento negativo em relação ao Colégio Militar, mas é tão só um conjunto de reflexões acerca da instituição, de quem por lá passou alguns anos, e lá voltava de novo para aproveitar a oportunidade desperdiçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos tempos, tenho reflectido muito sobre o CM, não só em termos da minha experiência pessoal, como também numa espécie de análise custo-benefício, face ao Portugal do século XXI e às mutações sociais que desde há algum tempo ocorrem no seu seio. E para isso tem contribuído uma maior visibilidade da instituição, do seu dia-a-dia, das suas tradições, dos acontecimentos marcantes, um pouco por todo o lado, desde a televisão (por exemplo “Um nó na Alma”, na SIC) até à Internet (com sites, blogues, Youtube, Hi5, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero o CM uma escola de “betos”, embora não exclua a hipótese de os haver por lá! Por outro lado, tirem da ideia aqueles que pensarem que é um “contentor” para onde se despejam miúdos mal comportados, em jeito de “casa de correcção”, colégio de freiras ou seminário…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a meu ver, o CM é, ainda e sempre, uma escola de elites e privilegiados. Logo a começar pelo valor das propinas (já não falando de todo o enxoval, que, ainda por cima, terá de ser renovado a meio do percurso, por razões claramente biológicas). Ainda assim, para quem é da Área Metropolitana de Lisboa, é um valor que por certo compensará, se o compararmos ao dos colégios externos privados, que ainda por cima não oferecem a mesma qualidade e diversidade de formação e ensino. Este panorama externo torna-se pior, se os pais decidirem complementar a formação com actividades físicas, em clubes desportivos, ou mesmo culturais (ex. música), que não são assim tão baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola de elites, dada a condição sócio-económica da generalidade dos pais e encarregados de educação. Sejam militares, sejam civis, são maioritariamente pertencentes a quadros superiores, de avolumados salários, com forte estabilidade profissional e não menor prestígio social. E, como poderão confirmar, é um fenómeno cíclico, de pais para filhos: o CM é, sem dúvida, uma escola de perpetuação de elites!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta perpetuação de elites também tem laivos de “politicamente correcto”. Isto porque, como escola de valores, devia ser sua principal função (como acontecia originariamente) contribuir para uma sólida e íntegra formação dos cidadãos portugueses mais carenciados. E sublinho a palavra “portugueses”, para não se confundir com a autêntica invasão de PALOP’s e demais afro-descendentes, não só da capital como, neste caso, do Colégio Militar. Nunca vi, pelo contrário, grande vontade dos responsáveis pelo CM em ter a iniciativa atribuir bolsas de estudo para ajudar os verdadeiros portugueses necessitados, existentes um pouco por todo o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é, como já disse num comentário anterior, uma escola de elites geográficas. Muito resumidamente, e apesar de haver alunos de fora de Lisboa (em clara minoria), tudo o resto é “paisagem” face à maioria dos alunos da região capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, o CM era uma antecâmara para as instituições de ensino militar (Academias do Exército, da Força Aérea, Naval) ou policial (Escola Superior de Polícia). Contudo, a realidade foi-se alterando, e não só os filhos de militares estão já em minoria, como, após concluírem os estudos, poucos são aqueles que prosseguem as tradicionais vias castrenses. Apesar desta “desmilitarização” sociológica, o CM ainda é visto como uma escola de formação de “oficiais e cavalheiros”. Pequenos pormenores fazem pensar sobre isso: alguma vez os alunos são postos a ajudar na preparação das refeições ou a lavar pratos após as mesmas? Lavam as suas casas de banho ou camaratas? Limpam a parada ou o Corpo de Alunos? Creio que não, pois isso parece ser coisa de “empregado” ou de recruta… E olhem que isso talvez fosse bom para criar em muitos elementos algum espírito de humildade, que parece, tantas vezes, não existir: quem não se lembra daqueles que iam para a Escolta (tantas vezes emproados e arrogantes) por terem um papá major ou coronel de Cavalaria? E porque tínhamos de apenas fazer a continência apenas a professores e oficiais, e não a sargentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então coloca-se a questão: é de “oficiais e cavalheiros” de que precisa a sociedade portuguesa do século XXI? Ou precisa, antes, de cidadãos honestos, honrados, com verdadeiro amor à sua nação (e não aos sonhos “neocolonialistas” ou multiculturalistas, à maneira do “Portugal de Minho a Timor”, com total desrespeito pelas verdadeiras tradições europeias deste país…), com sentido de justiça, de humildade perante os demais cidadãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que quem entra “beto”, rapidamente muda os seus comportamentos – a farda uniformiza, a disciplina militar tira as manias, o lema “Um Por Todos, Todos Por Um” é levado a sério, etc. Mas nada nos garante que, ao sair e voltar para o seu meio social, económico e cultural, não se torne de novo “beto”, agora reforçado pela sua suposta superioridade moral e cívica. Mas isso não será culpa do CM…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8688983520330106817-5863448532945639951?l=tribunalsecreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/5863448532945639951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/5863448532945639951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/2008/06/ainda-acerca-do-colgio-militar.html' title='Ainda acerca do Colégio Militar...'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817.post-1610713318539051441</id><published>2008-02-24T13:58:00.000-08:00</published><updated>2009-09-07T13:52:57.109-07:00</updated><title type='text'>Por uma "Escola Militar de Ensino" no Norte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Agora que se vão comemorar os 205 anos do Colégio Militar, exponho aqui algumas razões para que se crie uma Escola Militar de Ensino (do género Colégio Militar ou IMPE), que sirva o Norte do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Muitos poderão afirmar que esta minha reflexão, esta minha exposição, não passa de mais uma manifestação de "regionalismo bacoco". Não o é! Os números não enganam: os três estabelecimentos militares de ensino (CM e IMPE para rapazes, Instituto de Odivelas para raparigas) estão localizados em Lisboa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. As estatísticas também não mentem: quantos são, percentualmente, os candidatos e os alunos que entram no CM ou IMPE, que não sejam da Grande Área Metropolitana de Lisboa/GAML (Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira)? Ou, melhor dizendo, quantos são oriundos de uma região que, pela sua distância a Lisboa, não lhes permita ir semanalmente a casa, aos fins-de-semana (logo, que não lhes permita o desejável e recomendável acompanhamento familiar em termos emocionais, psicológicos e escolares)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dos alunos que entram nesta situação, quantos são, percentualmente, aqueles que completam a totalidade do percurso escolar? E com que média e resultados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Quantos são os que, de fora da GAML, efectivamente estão geograficamente deslocados das suas famílias? Isto porque muitos dos que nascem de fora da GAML, acabam por ter algum tipo de apoio em Lisboa ou arredores, como sejam familiares (tios, avós, etc.) ou mesmo os pais (sobretudo os militares em tempo de serviço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Uma vez lá dentro (ressalvando as respectivas excepções que confirmam qualquer regra), que tipo de acompanhamento emocional, psicológico e escolar, têm os alunos de fora da GAML, que raríssimas vezes podem ir a casa aos fins-de-semana, e cujos pais estão demasiado longe para ir, com mais frequência, falar com os directores de turma e outros responsáveis? Todos sabemos o quanto devem ser apoiados os jovens nestas idades, a falta que faz a proximidade dos pais nestas condições e os efeitos que isso poderá ter na restante adolescência e mesmo vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Nas condições de acesso a essas instituições é claramente dito que qualquer aluno que termine o 1.º Ciclo pode candidatar-se à frequência daquela instituição (com as necessárias provas de ingresso), independentemente das profissões dos encarregados de educação (longe vão os tempos em que apenas filhos de oficiais podiam entrar no CM; contudo, permanece ainda, infelizmente, uma certa "endogamia social" neste estabelecimento). Na teoria, qualquer um pode candidatar-se, seja de onde for, de Norte a Sul do continente e ilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.Todavia, na prática, não é isso que acontece, e todos o sabemos. Quantos são aqueles (pais e alunos) que, em regiões fora da GAML, conhecem instituições como o CM ou o IMPE, e desejam lá colocar os seus educandos? A quantas escolas primárias fora da GAML foram responsáveis dessas instituições divulgar os programas e actividades que lá se praticam, os objectivos e valores que lá se inculcam? Tirando, obviamente, os militares de carreira e os seus filhos, creio que muito poucos, independentemente dos programas que lá vão passando na televisão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Provavelmente os mais acérrimos defensores deste centralismo estarão a pensar que, nas restantes áreas do país, não se gosta de militarismos, ou que os miúdos são demasiado dados à preguiça ou indisciplina para concorrerem a estas escolas, ou ainda que não têm a fibra e o carácter necessários para ambicionarem tal destino. Por este andar é que nunca saberemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Não se compreende, então, porque não podem os jovens das restantes regiões do país aceder a um ensino e a uma formação de tal qualidade. Dir-me-ão que é por Lisboa ser a capital e por haver aí grande número de habitantes que poderão lá colocar os seus filhos. Ora, ser capital não é condição "sine qua non" para haver ensino e formação de qualidade em Portugal e, curiosamente, é no Minho que existe a maior taxa de natalidade e de população jovem do País, o que poderia ditar uma maior afluência de futuros estudantes numa instituição desse cariz.&lt;br /&gt;Em suma: pode concluir-se que o Estado Português e as Forças Armadas pretendem manter intencionalmente estas instituições ao serviço de apenas uma região do País! E que, também neste domínio, teima em haver discriminação geográfica, uma vez que se nega aos jovens das restantes regiões o direito de frequentar este tipo de instituições, em igualdade de circunstâncias com lisboetas e "valetejenses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Não só por motivos demográficos assaz conhecidos (forte quebra da natalidade), como devido a uma suposta e generalizada "corrosão" e alteração dos valores da sociedade portuguesa, têm vindo a diminuir, há já vários anos, os candidatos e os alunos das instituições militares de ensino existentes. Sinais dos tempos? Não só, mas também pela distância física em relação às demais regiões do País.&lt;br /&gt;Quantos não seriam aqueles que gostariam de ir para uma escola dessas, se ela se localizasse mais perto de sua casa, da sua família, dos seus amigos de infância, do seu meio social?&lt;br /&gt;Falo por mim: acaso eu vivesse em Lisboa (o que não seria difícil, pois como está a situação económica de Portugal, só aí se localiza o tecido empresarial mais competitivo e apelativo, sempre em detrimento do restante território nacional) – repito: se vivesse em Lisboa, não hesitaria em colocar o/s meu/s filho/s no CM. Contudo, vivo no Porto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Se alguém, porventura, tiver a ousadia de pretender criar tal instituição no Norte do País, saiba desde já que me coloco na linha da frente para realizar este meu sonho. Se acaso este repto não for bem recebido pela Instituição Militar e pelo próprio Estado, então que sejam os agentes da "sociedade civil" a levar por diante esta nobre tarefa. Ex-militares, ex-polícias, bombeiros, agentes da Protecção Civil, empresários e grupos empresariais, grupos de cidadãos, associações de pais, professores, autarquias e demais poder local, todos os cidadãos que queiram criar no Norte uma instituição de ensino particular, inspirada nos modelos acima mencionados, de educação e formação cívica, de inculcação dos verdadeiros e nobres valores de Portugal também aqui existentes. Segundo o Art.º 43.º da Constituição da República Portuguesa (Liberdade de aprender e ensinar) «É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Para que não reste qualquer dúvida acerca das pretensões deste artigo: fui, com todo o orgulho, aluno do CM, mas apenas durante alguns anos. Sinto grande mágoa por não ter continuado o meu percurso de "Menino da Luz" até ao fim. A distância física e psicológica em relação aos meus pais provocou, então, os seus efeitos nefastos...&lt;br /&gt;Assim sendo, e a todos os alunos e ex-alunos do CM que lerem este artigo de opinião, não vejam nele qualquer produto derivado de frustrações ou ressentimentos. Vejam, antes, uma tentativa de se aprender com os erros do passado e do presente, e de proporcionar a um maior número de jovens o acesso a uma educação e formação como a que tive, por um período de tempo, no CM. A todos vós, um ZACATRAZ!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8688983520330106817-1610713318539051441?l=tribunalsecreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/1610713318539051441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/1610713318539051441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/2008/02/por-uma-escola-militar-de-ensino-no.html' title='Por uma &quot;Escola Militar de Ensino&quot; no Norte'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8688983520330106817.post-8539917577362409244</id><published>2007-10-24T07:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T13:54:07.158-07:00</updated><title type='text'>Nota editorial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros blogonautas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o início de mais um dos muitos blogues que por aí deambulam no espaço virtual da Internet.&lt;br /&gt;Esperamos que o título seja sugestivo, e que atraia suficientes colaboradores. Não diremos muito mais sobre o mesmo... Cada um, ao ler os textos e outros anexos apresentados, saberá por que lado se pretende ir, e o que está subjacente à criação deste espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Sangue e pelo Solo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8688983520330106817-8539917577362409244?l=tribunalsecreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/8539917577362409244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8688983520330106817/posts/default/8539917577362409244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tribunalsecreto.blogspot.com/2007/10/nota-editorial.html' title='Nota editorial'/><author><name>Carlos Delgado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_R497sHPqYxU/STaL0VNunSI/AAAAAAAAAAs/zgzMiu9gQPg/S220/Eu_pb.jpg'/></author></entry></feed>
